Biometria nos aeroportos: Uma viagem mais rápida e mais segura

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Ninguém gosta de esperar nas filas dos aeroportos. Quer seja no balcão de check-in, no ponto de controlo de segurança ou na porta de embarque, o tempo passado na fila diminui o entusiasmo da viagem. Mas a tecnologia está a mudar isso - rapidamente.

Publicado
24 de março de 2025
tempo de leitura
5 minutos

A biometria, que utiliza caraterísticas físicas únicas para a identificação, está a tornar-se a solução de eleição para os aeroportos que pretendem acelerar o processo e reforçar a segurança. De acordo com o inquérito IATA Global Passenger 2024, 46% dos viajantes utilizaram a identificação biométrica nos aeroportos no ano passado, e quase três quartos afirmaram que preferem utilizar a biometria do que transportar passaportes e cartões de embarque tradicionais.

Não tem passaporte? Não há problema

Imagine andar pelo aeroporto sem tirar o seu BI ou cartão de embarque. Isso já é uma realidade em muitos sítios. O reconhecimento facial é a tecnologia predominante, graças à sua rapidez e comodidade. Coloque-se em frente a um scanner e já está, sem ter de procurar documentos.

Mas como é que isso funciona?

Estes sistemas biométricos fazem corresponder um padrão distinto de pontos no rosto de um viajante ao seu passaporte e aos dados de viagem armazenados em bases de dados seguras, verificando a sua identidade em segundos. Continuam a ser necessários documentos para o processo de registo inicial, que associa os dados biométricos a uma credencial de identidade verificada.

Os quiosques Global Entry da Alfândega e Proteção das Fronteiras dos EUA utilizam esta tecnologia, permitindo que os viajantes registados passem pelo controlo de passaportes em segundos.

Mas não se trata apenas do seu rosto. Os scanners de impressões digitais ainda são comuns nos balcões de imigração. O reconhecimento da íris - que analisa os padrões únicos dos seus olhos - oferece uma precisão de topo, apesar de estar menos difundido. 

Onde está a acontecer agora

Alguns aeroportos estão a avançar a toda a velocidade. O aeroporto de Changi, em Singapura, planeia automatizar 95% do seu processo de imigração até 2026, com o objetivo de efetuar verificações de segurança que demorem apenas 10 segundos, reduzindo significativamente os tempos de espera.

Os portões biométricos inteligentes do Aeroporto Internacional do Dubai já permitem que os viajantes passem pela segurança e embarquem nos voos sem apresentarem os seus passaportes. Entretanto, o Aeroporto Internacional Hamad, em Doha, introduziu portões electrónicos biométricos, que permitem aos passageiros verificar a sua identidade através do reconhecimento facial ou da íris. Nas Américas, o Aeroporto Internacional de Miami está a expandir a sua utilização do reconhecimento facial tanto nas chegadas como nas partidas, garantindo um processamento mais rápido dos passageiros.

A Europa não está muito atrás. A partir de 2025, o Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia exigirá que os viajantes de países terceiros registem dados biométricos, combatendo o problema crescente da fraude nos passaportes e simplificando a passagem das fronteiras.

A Índia tem a maior base de dados biométricos do mundo e a Digi Yatra utiliza-a para acelerar as viagens. Em 18 meses, a Digi Yatra integrou a sua tecnologia em 14 aeroportos e planeia expandir-se para mais 15, num total de 29 aeroportos em toda a Índia.

Porque é importante (e porque é que os viajantes aprovam)

Passar pela segurança mais rapidamente é uma vitória. Mas a biometria oferece mais do que apenas velocidade. As companhias aéreas e os aeroportos estão a poupar na redução do congestionamento. Para os viajantes, trata-se de comodidade e paz de espírito. Os corredores biométricos da TSA nos aeroportos dos EUA reduziram os tempos de processamento em até 75%. Não é de admirar que quase 80% dos viajantes americanos apoiem a tecnologia, citando filas mais rápidas e menos incómodos.

Responder às preocupações com a privacidade

A privacidade continua a ser uma das principais preocupações. Quem armazena os seus dados biométricos? Durante quanto tempo é que os guardam? E que salvaguardas estão em vigor?

Estão a ser implementados regulamentos globais para responder a estas preocupações. O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia impõe diretrizes rigorosas sobre a utilização de dados biométricos, exigindo consentimento e medidas de armazenamento seguras. Nos EUA, o Departamento de Segurança Interna (DHS) tem políticas que garantem que os dados biométricos são encriptados e retidos apenas por um período de tempo limitado. Apesar destas medidas, subsistem preocupações quanto à forma como os dados biométricos são partilhados entre países e empresas privadas.

Depois, há o custo. A instalação de sistemas biométricos não é barata. Os aeroportos precisam de novo hardware, integração de software e formação do pessoal. Os aeroportos mais pequenos podem ter dificuldade em justificar o investimento. Há também a questão das normas globais. Um sistema que funciona em Toronto deve funcionar em Riade - mas é mais fácil falar do que fazer.

As regras locais e a demografia dos viajantes também desempenham um papel importante. As implementações biométricas podem ser mais lentas em regiões com leis de privacidade rigorosas e, em locais onde os viajantes desconfiam da vigilância, a adoção pode ser mais lenta.

O futuro da experiência de viagem

A biometria veio para ficar e está a tornar-se cada vez mais inteligente. Tecnologias como a inteligência artificial e os sistemas multifactor (que utilizam vários identificadores biométricos em simultâneo) prometem uma identificação mais rápida e precisa. O objetivo? Uma viagem totalmente automatizada e sem papel, em que o seu rosto é a única coisa de que precisa.

A maior parte da utilização dos aeroportos é para atravessar fronteiras, mas esta tecnologia pode desempenhar um papel crucial na melhoria da experiência dos hóspedes.

A Ink Innovation, por exemplo, está a transformar a experiência no aeroporto com uma solução biométrica integrada concebida para melhorar toda a viagem do passageiro.

"A biometria já não é apenas um conceito para o futuro. O nosso sistema permite que os viajantes passem pelo check-in, segurança e embarque utilizando apenas os seus dados biométricos - eliminando a necessidade de passaportes e cartões de embarque em vários pontos de contacto", partilha Victor Alzate, Chief Product Officer da Ink. "Esta tecnologia já está incorporada no nosso ecossistema, substituindo os passos manuais por um processo mais eficiente e seguro."

Com esta inovação, as empresas de tecnologia estão a liderar a mudança para uma experiência de viagem sem papel e mais eficiente, em que a verificação da identidade ocorre instantaneamente.

Para além dos aeroportos

A verdadeira questão é: até onde irá esta tecnologia? 

Os aeroportos não são os únicos a adotar a biometria. Com os rápidos avanços e a crescente adoção, a biometria está destinada a transformar não só as viagens aéreas, mas toda a indústria dos transportes. 

As estações de comboios, os terminais de cruzeiros e até os serviços de aluguer de automóveis estão a explorar soluções biométricas para oferecer aos viajantes uma experiência do princípio ao fim. Imagine embarcar num comboio em Londres ou num ferry em Hong Kong com a mesma facilidade - sem bilhetes, sem esperas, sem atrasos.

O mercado reflecte esta dinâmica. Só na América do Norte, a indústria de tecnologia biométrica - avaliada em 13,51 mil milhões de dólares em 2022 - deverá triplicar para 45,09 mil milhões de dólares até 2030. A Europa também está a registar um forte crescimento -o mercado de biometria da região foi avaliado em 12,4 mil milhões de dólares em 2024 e deverá atingir 39,3 mil milhões de dólares em 2033.

O futuro das viagens conectadas, seguras e sem stress está mais próximo do que pensamos.

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